14 setembro, 2007

Lisa Doby em Portugal: soul, hiphop, rock e r&b numa só voz

A artista Norte Americana, Lisa Doby, esteve em Portugal, no passado mês de Agosto. A Freelance News (FN) falou com ela a propósito do lançamento do seu álbum de estreia a solo.



"Glad" é, não só, o primeiro single a ser extraído de "Free 2 Be" , álbum de estreia de Lisa Doby, como uma das músicas favoritas da artista, tal como nos confidenciou, na primeira pessoa. Ao cuidado de uma editora independente, a Jazzhaus Record, o registo contou com a produção de Johnny Burn, responsável pela produção de alguns dos álbuns dos Genesis. Gravado nos estúdios Dela Bruche, em França, "Free 2 be" foi também, remisturado naquele país recorrendo a material utilizado pelos Rolling Stones.


Citando a página oficial da cantora, disponível em: http://www.lisadoby.com/, "Lisa recusa-se a ser rotulada na categoria de r&b e hiphop simplesmente pela sua cor de pele, a combinação das suas influências rock e soul atribuem à sua música um carácter de audácia".


Compositora de todas as suas letras de música e respectivas melodias, Lisa afirma encontrar a liberdade na música, sobretudo quando sobe ao palco, um momento que descreve como uma "sinergia entre ela, o seu grupo e a audiência, que pela espontaneidade torna cada momento excepcional e, de alguma forma, intemporal".


O título do seu “longa duração” reflecte essa liberdade, bem como o momento actual em que "não me lamento por ser o que sou nem pelo que não sou!", "isto é algo que partilho com o público constantemente, a necessidade de nos sentirmos felizes e confortáveis com o que somos! A minha música é o que eu sou e os que a descobrem, descobrem-me a mim." comenta.


O caminho até à liberdade
No seu site oficial ficamos a saber que a infância musical remonta ao Gospel da Igreja Baptista local que frequentava. As paredes do seu quarto, forradas com Bob Marley, Jimi Hendrix e Stevie Wonder anteviram a paixão de Lisa pela música e pela poesia. As previsões começam a ganhar consistência quando começou por integrar alguns grupos de Gospel locais, tendo-se também dedicado às aulas de violino e trompete.

Mais tarde, trocou a sua cidade Natal pela Europa. Foi em Estrasburgo, onde estudou, que viria a conhecer a cantora Maisha Grant, que a convidou para a acompanhar numa tournée à qual não renunciou. Pouco tempo depois, integrou como cantora e dançarina o grupo de trabalho de uma outra artista francesa, Patricia Kaas de seu nome. Após ter realizado uma tournée a nível internacional ao serviço deste grupo, viria a rejeitar o convite para participar numa segunda tour, para se dedicar á sua carreira a solo. Começou a escrever e a compor e não tem feito outra coisa até hoje.


A experiência em Portugal
O calor do povo português e a luminosidade do oceano Atlântico, que banha além de Portugal a sua terra Natal na Carolina do Norte, deixou Lisa maravilhada na sua passagem por terras lusas. Em declarações à FN classificou como "fantásticas" a gastronomia e arquitectura portuguesas, às quais juntou as caminhadas pela praia, a visita a Sintra e a Lisboa. Experiências que viriam convencê-la a regressar ao nosso país. Tendo já em agenda, embora sem data definida, o mês de Outubro para a próxima passagem por Portugal. Segundo Lisa, até ao fim desta semana serão divulgadas as datas finais. Por enquanto podemos ouvir, no seu site oficial, além do single, alguns temas como “Anything”, aquele que será “o sucessor de Glad”, adiantou Lisa à FN.

Texto: Daniela Costa
Edição: Manuel Ribeiro
Foto: Lisa Doby

15 agosto, 2007

Todos diferentes todos iguais: fotografar a diferença

O Instituto Português da Juventude (IPJ) tem patente, desde o passado dia 12, no Porto uma exposição de fotografia intitulada "Todos diferentes, todos iguais".

Lourenço Cabrita, estudante de engenharia, é o autor das fotos. O seu principal objectivo é incentivar as pessoas a lidar com o preconceito, lutar contra a indiferença e formar para a igualdade. Na sua opinião "as pessoas têm medo do que é diferente e desconhecido".

O estudante começou por abordar as pessoas mostrando-lhes dois sinais. O primeiro o de diferente e o segundo o de igual. Enquanto que como primeiro Lourenço pretendia representar a variedade e a diferença, no seguinte procurou conhecer o que para aquelas pessoas era indispensável para viver bem em comunidade.

Desta forma, foi pedido que à frente do primeiro símbolo os participantes escrevessem algo que ambicionavam para elas próprias no segundo pediu-se-lhes que mencionassem, o que no seu entender, era mais importante na relação entre seres humanos.

No blog oficial da iniciativa, disponivel em: http://tdti.wordpress.com/ o autor revela que por vezes foi difícil expressar qual o objectivo da mesma "Perguntei-me algumas vezes se estava maluco", "tinha noção de que estava a ser indiscreto, incomodativo e preocupava-me o facto de talvez estar a agir como um louco completo. A questão era saber se o abuso e a indiscrição iam valer alguma coisa", partilhou. "Qual era e qual é o valor desta ideia e destas imagens? O que dizem elas agora depois de serem pressentimento, depois possível loucura e finalmente serem uma realidade todas juntas? Eu não conseguia avaliar. E ainda tenho alguma dificuldade", confessou. Contudo, afirma que uma ideia só se torna viva quando é discutida "duvido sempre de uma ideia produzida na minha cabeça. Preciso dos outros para a discutir e avaliar, e dessa batalha decidir agarrá-la ou repeli-la", e eis o resultado...

Nas fotos podemos ver pessoas de diferentes culturas, religiões, países, diferentes orientações sexuais, raças e crenças. Homens, mulheres, Judeus, Cristãos, ciganos, brancos, pretos...um é reformado, outro recepcionista, um terceiro comerciante, um outro estudante . O recepcionista quer ser actor e considera a amizade o principal sentimento nas relações humanas. Outros aspiram por solidariedade, lealdade, tolerância, sáude e amor. Para eles e para nós sociedade Lourenço deixa no ar as perguntas: "Qual deles estava errado?qual estava certo?qual deles está a mais?".

Mais informações em: http://tdti.wordpress.com/

Visitas:
Delegação IPJ Porto
Rua Rodrigues Lobo, 98
4150-638 Porto
Tel: 226 085 700
Fax: 226 08 57 98 e o 226 08 57 99
E-mail: ipj.porto@ipj.pt


Texto e fotos: Daniela Costa

E se com as suas mãos pudesse carregar a bateria do seu telemóvel?

Cientistas alemães estão a desenvolver uma tecnologia que permitirá transformar a temperatura corporal em energia utilizada para recarregar a bateria dos telemóveis com o calor das mãos, avançou o diário digital www.estadao.com.br.

Ainda de acordo com a mesma fonte, o Instituto de Circuitos Integrados Fraunhofer (ICIF), na Alemanha, é o responsável pela inovação. A transformação em energia é alcançada recorrendo aos mesmos princípios através dos quais é possível por um gerador termoelétrico em funcionamento. Este dispositivo, na sua forma tradicional, pode gerar até 200 milvolts. Ligada a circuitos elétricos, a mão humana, por sua vez, tem capacidade de gerar até 50 milvolts.

O gestor do projecto Peter Spies, adiantou, também que além desta, a energia produzida poderá ter outras utilizações. Fornecer energia a aparelhos médicos, tais como medidores de pressão ou de rítmo cardíaco, são dois desses exemplos.


Texto: Daniela Costa
Fotos: Manuel Ribeiro